§ a escuta

Eu vou até a sua cafeteria e escuto por uma hora.

Sem custo, sem apresentação, sem proposta no fim.

Você não prepara nada.

Sem briefing, sem moodboard, sem pasta de referência. Briefing é o dono tentando resolver sozinho o que ele me contrataria pra resolver, e eu prefiro ouvir o problema cru.

A gente senta na sua casa, num horário tranquilo, e eu pergunto.

§ o que eu pergunto
  1. Quem volta na sua cafeteria? E quem parou de voltar?
  2. Se ela fechasse amanhã, do que o seu cliente sentiria falta, além do café?
  3. Por que o vizinho enche numa terça e você não?
  4. Se você fosse o concorrente, o que você falaria da sua cafeteria?

As três primeiras quase todo mundo responde rápido. A última é a que muda a conversa.

  • Não fotografo a sua operação.
  • Não audito processo, custo, fila ou fornecedor.
  • Não visito os seus concorrentes.
  • Não levo proposta, nem apresentação, nem portfólio.

Nessa hora eu só escuto e olho como qualquer cliente atento olharia. É por isso que ela não custa nada.

No fim, eu te digo o que eu acho que está acontecendo.

Em voz alta, na hora, sem enrolar. Mesmo que a gente não trabalhe junto, e isso acontece.

Vai ser uma hipótese, não um veredito: é o que dá pra enxergar em uma hora sentado. Pra afirmar com prova eu preciso ver a sua casa cheia e olhar de perto quem está do seu lado, e aí já é a Carta.

Por que não custa nada

Porque eu prefiro escolher meus clientes conversando do que por formulário. E porque, sendo honesto, eu não sei se posso te ajudar antes de te ouvir, e cobrar por uma hora que pode terminar em "não é um caso pra mim" seria feio.

Faço quatro por mês. Não é escassez de vendedor: é o que cabe na agenda de quem também atende projeto.

Não é pra todo mundo, e é bom que não seja.

É pra você se a cafeteria funciona, o caixa gira, e mesmo assim ela virou intercambiável com as outras.

Não é pra você se o plano é copiar a cafeteria que viralizou no Instagram.

Também não é pra você se o problema é só operação: fila, custo, fornecedor, ponto errado. Marca não conserta operação quebrada, ela amplifica o que já existe.

Como marcar

Preencha a aplicação. Eu leio pessoalmente, uma por uma. Se fizer sentido, respondo com o convite e a gente marca. Se não fizer, respondo dizendo por quê.

Quatro por mês. Atendo o ABC presencialmente.

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